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Foto: Adelson Costa/Pernambuco Press

Náutico vence Central, quebra jejum e é campeão pernambucano de 2018

O grito, preso na garganta havia 14 anos, foi entoado a plenos pulmões na Arena de Pernambuco. Acabou o jejum. Acabou a zica. Acabou a seca. Diante do Central, em um estádio completamente lotado, o Náutico venceu por 2 a 1 e sagrou-se campeão estadual pela 22ª vez na história. A última conquista do Timbu havia sido em 2004. Ortigoza abriu o caminho da vitória no primeiro tempo e Jobson arrematou no segundo. Mas claro que ainda houve espaço para emoção. Um alvirrubro diria que nada pra o time vem fácil ou tranquilo. A Patativa renasceuo, marcou um gol, diminuiu a vantagem e buscou o empate até o final. Teve até bola na trave. Mas não conseguiu. O Timbu, defendido por 11 em campo e milhares na arquibanca, garantiu o título. Parecia estar escrito: 2018 é do Náutico. Comemora, torcedor alvirrubro, que Pernambuco é seu mais uma vez.

A etapa incial de jogo foi bem dividida. Os primeiros 15 minutos foram do Náutico. Apoiado por uma multidão e com o status de grande da final, o Timbu pressionou a Patativa no início. Marcação forte na saída e ímpeto ofensivo quase deram a dianteira no placar aos alvirrubros. A melhor chance foi uma bola na trave de Wallace Pernambucano.

O problema, para o Náutico, é que o Central não se acovordou. Nem com a pressão inicial, nem com a torcida contrária. O time de Mauro Fernandes mostrou maturidade e bom futebol. Por isso, passou a controlar o jogo a partir do meio do primeiro tempo. Faltou eficiência, porém. O que não faltou ao Timbu. No prior momento da equipe, Júnior Timbó fez boa jogada e Ortigoza foi preciso e sortudo para abrir o placar.

A segunda etapa teve um Náutico mais equilibrado no início. Com a vantagem adquirida no fim do primeiro tempo, o Timbu retornou com maior controle da partida. Conseguiu evitar grandes chances do Central e criar as suas. Tanto que ampliou o marcador com lindo gol de Jobson.

O final se encaminhava uma tranquilidade. Mas o Central “renasceu”. Quando parecia morta, a Patativa diminuiu em pênalti e passou a buscar o segundo gol. A melhor chance foi aos 34, em bola chutada na trave por Júnior Lemos. Era difícil respirar na Arena – tamanha a tensão. A agonia só acabou no apito final.

E, aí, deu lugar á alegria para os alvirrubro e decepção para os alvinegros.

A torcida alvirrubra deu show neste domingo, assim como a do Central (em bem menor número por ser visitante). O público total foi de 42.352 pessoas. O Náutico bate, assim, o recorde de maior público da história da Arena de Pernambuco em jogos de clubes. A r enda também foi boa: quase um milhão de reais.

Apesar da derrota, o torcedor do Central demonstrou orgulho do time. Mas não só isso. Os torcedores da Patativa também ficaram na bronca com a arbitragem. Por dois lances: um gol de Gildo anulado no primeiro tempo e a não expulsão de Jobson logo no início do segundo tempo. Mais tarde, o próprio Jóbson marcaria o segundo gol alvirrubro.

Cada um a seu modo, Ortigoza e Jobson foram os herois do Náutico. O paraguaio fez o que se esperava dele: gol. Quando teve a chance, marcou o tento e seu nome na história do clube. Já Jobson foi o heroi surpresa que às vezes surgem no futebol. Entrou no segundo tempo e marcou um golaço. O último da campanha alvirrubra. O do título.

O Timbu, até por conta da necessidade, teve nos jogadores da base um dos pilares do sucesso. No jogo da final, por exemplo, três atletas formados no clube foram titulares: Bruno, Robinho e Kevyn.

Roberto Fernandes, comandante da conquista, dedica títulos aos jovens torcedores do Náutico: “O título era muito importante. Mais do que o título, precisávamos do resgate da auto-estima do alvirrubro. A gente sabe que o grande objetivo é a Série C, mas precisávamos dar esse título para o torcedor.

Principalmente para os milhares e milhares de torcedores do Náutico que nunca haviam visto o time ser campeão”.