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Foto: Marcelo Machado de Melo/Fotoarena/Lancepress

Rússia abre a Copa em casa com goleada sobre a frágil Arábia

Não poderia existir melhor começo de Copa do Mundo para a Rússia. Há mais de oito meses sem vencer e sede desta edição do Mundial, os russos tiveram na Arábia Saudita um rival perfeito para espantar a crise. A vitória por 5 a 0 (gols de Grazinsky, Cheryshev, duas vezes, Dzyuba e Golovin), no Estádio Lujniki, em jogo da primeira rodada do Grupo A, foi a cereja do bolo para os donos da casa, que fizeram uma bonita festa na abertura do torneio.

O resultado traz tranquilidade e, principalmente, confiança para a Rússia conseguir a classificação para a próxima fase. Com três pontos, os russos lideram o Grupo A com três pontos e folgado saldo de gols (Arábia segue zerada). Algumas razões foram vitais para o triunfo. Entenda o porquê abaixo:

O camisa 17 da equipe do técnico Stanislav Cherchesov foi vital para construir o placar favorável logo nos primeiros 45 minutos. Ele teve participação direta em quatro gols (fechou a goleada marcando um belo gol de falta), velocidade e boa colocação. Foi a principal arma ofensiva dos donos da casa e, de certa forma, um fator que desequilibrou para a Rússia.

Cheryshev e Dyzuba entraram no decorrer do jogo. E também tiveram participação importantíssima na goleada. O primeiro (eleito o melhor do jogo) marcou dois gols, um em cada tempo. Já o segundo, no primeiro toque na bola, transformou a vitória em goleada dos russos.

Os russos não são daqueles de cantar a todo instante. Mesmo assim, vendo que seu time iria pressionar os árabes desde o início, gritavam Rússia a plenos pulmões. Isso trouxe confiança e fez com que o primeiro gol da Copa, marcado por Gazinsky, acontecesse logo aos 11 minutos de jogo. Foi uma aliada poderosa e deixou o Estádio Lujniki satisfeita e feliz.

A Arábia entrou com uma proposta de só sair no contra-ataque, talvez apostando que, com o tempo, os russos ficariam nervosos e abririam espaços. No entanto, o gol sofrido logo no início quebrou o esquema. A equipe de Juan Antonio Pizzi até ensaiou um ou outro abafa, mas sem muito sucesso. A defesa foi pavorosa.

Os jogadores de defesa russo não tiveram tanto trabalho. Mas não comprometeram. Na frente, o principal destaque deste setor foi o brasileiro naturalizado russo Mário Fernandes, que iniciou a jogada do terceiro gol. Veremos o quão regular os russos estão possivelmente na próxima rodada ou contra o Uruguai.

O árbitro argentino Néstor Pitana não precisou utilizar a tecnologia no primeiro jogo da história da Copa com o VAR. A partida não teve, também, jogadas violentas ou lances duvidosos, o que acabou sendo fundamental neste sentido.

Na terça-feira a Rússia encara o Egito em São Petersburgo, enquanto a Arábia Saudita, pressionada, terá, diante do Uruguai, em Rostov, na quarta-feira, um jogo decisivo se ainda quiser pensar em classificação para as oitavas de final.